MINHA MÃE E SUAS VISITAS NOTURNAS
Quando eu pensava em morrer
Que agora já não penso
Eu sonhava coisa assim:
Uma mão pra me amparar no começo
do meu fim
Era assim
quando eu pensava,
Quando eu pensava em morrer
Agora que penso em viver
Mesmo que seja tarde
Sinto uma mão me amparar
E ela me ampara assim
Me mostra em detalhes caminhos
Que a vida,mesmo doída
Ah...com toda certeza do mundo
Esta vida não tem fim
Me leva sempre ao teu colo
E teu colo é meu SIM
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Aurelio
FIQUEI DE VER
A vida cada dia indo.Andava cabisbaixo,não ria mais,e nem piadas novas mexiam com o humor de Arnaldo.Por vezes afirmava,“fulano isso não vale nada,os chistes antigos eram melhores.Entretanto quando se afastava das pessoas conversando com seus botões, com seus cadarços,com seu isqueiro,com seu cigarro,ele bem sabia que as coisas estavam perdendo “ a graça”.
Poderia enumerar na memória ou no guardanapo nunca dispensado os motivos que o haviam transformado do rapaz radiante no homem extremamente sisudo da Rua Major Diogo. Ultimamente mal cumprimentava o porteiro do prédio,aos moradores mexia a cabeça num gesto vago tentando ser educado ,ao ver o sindico pigarreava ironicamente.Detestava síndicos,nestas horas parecia estar vivo .
Aluguel atrasado,falta de mulher,salário achatado,e vários pormenores irritantes.Inadimplente por precisão necessária os detalhes o retalhavam (telefone , Jornal,gás cortados),conta de luz ainda salva.
Ficar no escuro seria a forca ou a vela.
Da mesma forma que cedo chegava ao Banco deste saía ao entardecer.
QUIETO.
Trabalhava despercebido dos colegas,funcionário funcionava,não era um realce,mas eficiente nas tarefas repetitivas .A profissão lhe caíra bem ao jeito entediado.No mesmo ritmo sufocante da maioria dos Bancários,ele apenas se queixava,sem muito alarde,de certa dor nas costas muito mal localizada.Adaptava-se a tudo que era monótono,agora se vivia os Ctrl,Alt,Del.
Não era saudade,sabia muito bem,mas a mente obsessiva,teimosamente,guardava lembranças da velha Remington,dos carbonos,das borrachas,dos carimbos,e principalmente,da mesa cheia de papéis.
O horário de trabalho ainda era o mesmo,das 9 as l8,duas horas extras,e uma para o almoço no Gervásio.Vinte anos o mesmo tempero,o mesmo cardápio,o mesmo cenário.
Chegava cansado,agradecia a Deus por isso,bolinava os calos,sentado na poltrona de veludo vermelho,saboreava o café solúvel rapidamente preparado no velho microondas, herança de sua mãe.
Os olhos na TV,como o personagem de “Muito alem do Jardim(Peter Sellers)",Arnaldo apertava aleatoriamente, o controle remoto.Mudava de canais dezenas de vezes por hora.Tirava o som e ficava paralisado nas imagens.Fitava sem mexer um nervo na face, elas apenas refletiam a sua falta de reflexão.
Aos domingos, almoçava com a irmã ,as l7 horas visitava Dorotéia.Pagava pouco,era cliente fiel desde que sisudo.Religiosamente,suas visitas não duravam mais que l hora uma hora e meia.
Por vezes,sentia e chorava poucas lágrimas.Arnaldo culpava a solidão.”Aurelio to sofrendo de insônia,conhece alguma erva natural”?
Fiquei de ver ...
A vida cada dia indo.Andava cabisbaixo,não ria mais,e nem piadas novas mexiam com o humor de Arnaldo.Por vezes afirmava,“fulano isso não vale nada,os chistes antigos eram melhores.Entretanto quando se afastava das pessoas conversando com seus botões, com seus cadarços,com seu isqueiro,com seu cigarro,ele bem sabia que as coisas estavam perdendo “ a graça”.
Poderia enumerar na memória ou no guardanapo nunca dispensado os motivos que o haviam transformado do rapaz radiante no homem extremamente sisudo da Rua Major Diogo. Ultimamente mal cumprimentava o porteiro do prédio,aos moradores mexia a cabeça num gesto vago tentando ser educado ,ao ver o sindico pigarreava ironicamente.Detestava síndicos,nestas horas parecia estar vivo .
Aluguel atrasado,falta de mulher,salário achatado,e vários pormenores irritantes.Inadimplente por precisão necessária os detalhes o retalhavam (telefone , Jornal,gás cortados),conta de luz ainda salva.
Ficar no escuro seria a forca ou a vela.
Da mesma forma que cedo chegava ao Banco deste saía ao entardecer.
QUIETO.
Trabalhava despercebido dos colegas,funcionário funcionava,não era um realce,mas eficiente nas tarefas repetitivas .A profissão lhe caíra bem ao jeito entediado.No mesmo ritmo sufocante da maioria dos Bancários,ele apenas se queixava,sem muito alarde,de certa dor nas costas muito mal localizada.Adaptava-se a tudo que era monótono,agora se vivia os Ctrl,Alt,Del.
Não era saudade,sabia muito bem,mas a mente obsessiva,teimosamente,guardava lembranças da velha Remington,dos carbonos,das borrachas,dos carimbos,e principalmente,da mesa cheia de papéis.
O horário de trabalho ainda era o mesmo,das 9 as l8,duas horas extras,e uma para o almoço no Gervásio.Vinte anos o mesmo tempero,o mesmo cardápio,o mesmo cenário.
Chegava cansado,agradecia a Deus por isso,bolinava os calos,sentado na poltrona de veludo vermelho,saboreava o café solúvel rapidamente preparado no velho microondas, herança de sua mãe.
Os olhos na TV,como o personagem de “Muito alem do Jardim(Peter Sellers)",Arnaldo apertava aleatoriamente, o controle remoto.Mudava de canais dezenas de vezes por hora.Tirava o som e ficava paralisado nas imagens.Fitava sem mexer um nervo na face, elas apenas refletiam a sua falta de reflexão.
Aos domingos, almoçava com a irmã ,as l7 horas visitava Dorotéia.Pagava pouco,era cliente fiel desde que sisudo.Religiosamente,suas visitas não duravam mais que l hora uma hora e meia.
Por vezes,sentia e chorava poucas lágrimas.Arnaldo culpava a solidão.”Aurelio to sofrendo de insônia,conhece alguma erva natural”?
Fiquei de ver ...
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Emails de Aurélio - Pretinho Básico
"E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos"
(Caetano e Gil ..HAITI )
Gente, essa é uma incógnita!
Temos reparado que as pessoas adotam mais filhotes do que adultos, mas até aí, infelizmente é um fato ao qual já estamos acostumados à conviver. Só que também nos deparamos com outro fato curioso: as pessoas preferem filhotes coloridos. Sabe, aquele marronzinho, branquinho, amarelinho? Ou aquele preto e marrom, aquele amarelo e branco, ou cinza?
Reparamos isso porque temos diversos filhotes pretos para adoção, mas quase todos ficam pra trás dos coloridinhos. Estamos tentando entender: afinal, por que as pessoas preferem os filhotes coloridos ao invés dos pretinhos? Eles são peludos como todos os outros: eles também precisam de carinho, de um dono, de atenção. Também correm o risco de não serem adotados, também sofrem com o abandono.
Para aqueles que não sabem, é muito mais provável que nossos cães sejam adotados enquanto filhotes. Depois que crescem, eles perdem praticamente 90% de chances de conseguirem um dono, e ficam nos abrigos. Muitos estão lá desde filhotes, nunca ganharam a oportunidade de ter um lar, uma casa, nunca conheceram o aconchego de um colo (só do nosso, mas não podemos fazer isso todos os dias).
Pensando nisso, resolvemos então escrever uma...
... lista de vantagens em adotar filhotes pretinhos!
- Ele não suja e não mancha;
- Você pode camuflá-lo no escuro e quando um ladrão entrar, ele vai surpreendê-lo com uma mordida sem ele conseguir ver de onde vem (não doamos animais com essa intenção, mas veja bem, se acontecer você está preparado);
- Se você sair com ele na neve, será bem notado (ta, não temos neve no Brasil, mas quem se importa?);
- Caso você saia de casa vestindo roupa social preta, ela irá cheia de pêlos e ninguém nem vai notar;
- Em uma festa black tie você poderá levá-lo na bolsa sem que ninguém note que é um cachorro;
- Ele pode entrar debaixo do seu carro e se sujar de graxa, que ele sairá da mesma cor que entrou e você nem vai notar – o que evita estresse emocional para você e sua família;
EMAIL Recebido de Minha Sobrinha adotiva ..Fabiana ..(branquinha )
- *. Para ver o perfil de **Fabiana, clique em: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=10031187560669262475
* * *
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos"
(Caetano e Gil ..HAITI )
Gente, essa é uma incógnita!
Temos reparado que as pessoas adotam mais filhotes do que adultos, mas até aí, infelizmente é um fato ao qual já estamos acostumados à conviver. Só que também nos deparamos com outro fato curioso: as pessoas preferem filhotes coloridos. Sabe, aquele marronzinho, branquinho, amarelinho? Ou aquele preto e marrom, aquele amarelo e branco, ou cinza?
Reparamos isso porque temos diversos filhotes pretos para adoção, mas quase todos ficam pra trás dos coloridinhos. Estamos tentando entender: afinal, por que as pessoas preferem os filhotes coloridos ao invés dos pretinhos? Eles são peludos como todos os outros: eles também precisam de carinho, de um dono, de atenção. Também correm o risco de não serem adotados, também sofrem com o abandono.
Para aqueles que não sabem, é muito mais provável que nossos cães sejam adotados enquanto filhotes. Depois que crescem, eles perdem praticamente 90% de chances de conseguirem um dono, e ficam nos abrigos. Muitos estão lá desde filhotes, nunca ganharam a oportunidade de ter um lar, uma casa, nunca conheceram o aconchego de um colo (só do nosso, mas não podemos fazer isso todos os dias).
Pensando nisso, resolvemos então escrever uma...
... lista de vantagens em adotar filhotes pretinhos!
- Ele não suja e não mancha;
- Você pode camuflá-lo no escuro e quando um ladrão entrar, ele vai surpreendê-lo com uma mordida sem ele conseguir ver de onde vem (não doamos animais com essa intenção, mas veja bem, se acontecer você está preparado);
- Se você sair com ele na neve, será bem notado (ta, não temos neve no Brasil, mas quem se importa?);
- Caso você saia de casa vestindo roupa social preta, ela irá cheia de pêlos e ninguém nem vai notar;
- Em uma festa black tie você poderá levá-lo na bolsa sem que ninguém note que é um cachorro;
- Ele pode entrar debaixo do seu carro e se sujar de graxa, que ele sairá da mesma cor que entrou e você nem vai notar – o que evita estresse emocional para você e sua família;
EMAIL Recebido de Minha Sobrinha adotiva ..Fabiana ..(branquinha )
- *. Para ver o perfil de **Fabiana, clique em: http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=10031187560669262475
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Roberto
No me cago em Dios - Como os espanhóis -
Mas certas horas.
O dispenso.
Toda incoerência e contradição já instaladas na cabeça.A língua enrolada,latas de cervejas cercam os móveis da casa.Tateio.As luzes não me bastam.
Não consigo distinguir latinhas limpas,das mijadas.Não sei mais os conteúdos,nenhuma cheia,nenhuma vazia,não arrisco um novo gole.Bêbado sim,indefeso ainda não.Gatinho e busco a cozinha, me ergo.Bambeando me equilibro.Mãos,ombros,o corpo gordo resvalando na parede ,na mesa ,nas cadeiras.Abro a porta branca da geladeira.NADA.Olho o freezer.VAZIO.
O desejo melancólico por mais uns goles de álcool é o que me sustenta.Toma conta de meu todo,que se funde,em tristeza,euforia,desespero,ilusões,mágoas,coragem e insensatez.Ciência e religião se entrelaçam.O instinto de preservação se ajoelha e suplica a N.Sra. de Lourdes para que me contenha e me encaminhe a cama protetora.
No entanto em meu devaneio ela sorri marotamente, e com as mãos santas me indica o caminho da rua.
Consentido apanho as chaves.Aperto o chaveiro entre os dedos até uma gota de sangue brotar .O suor jorra pela testa,a barriga inchada,o rosto vermelho,os olhos saltando pelas janelas.Agora só sei prosseguir.
A cidade me chama,a carteira aperta o bolso,que aperta a perna,que aperta a veia que aperta o peito, que aperta o indizível. A calça respingada pela urina secará lentamente, mas deixará o rastro do odor fétido.
Fecho a porta, mais dois passos o elevador,depois a garagem,o carro,o acelerador e as marchas que irão arranhar.Mais um cidadão honesto,trabalhador e fora da lei, à solta pelas ruas da cidade.
O que o alcool não faz ?
Quem guia a direção deste carro? Nem Jesus,nem Satanás.São vestígios de meus reflexos ,excesso de adrenalina e principalmente a insanidade voluptuosa cuidam desta atividade motora.Acelerar,acelerar,acelerar ... Lembro num relance de "Adhemar (FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA) de Barros" que meu pai em campanha eleitoral votava todo orgulhoso.Votava e bebia ,e bebia muito.
É madrugada de domingo para segunda-feira. Não existe pior hora e dia da semana para estar drogado.Os faróis ofuscam.Mas pra que ver ? Os sentidos me levam ou me abandonam ao próprio azar. A noção de velocidade já foi pras cucuias. Maltrato a cidade que tenta dormir com seus ouvidos cansados.
Poderia gritar por socorro ,alguém se incomodaria ? Talvez sim , talvez não. Beber é viver a contrariedade e a dialética na maior das proporções. Tudo que me afirmarem negarei, ou supostamente aceitarei o discurso, com um abraço apertado,para logo dizer ..." Amigo não é bem assim !"
Tenho alguns amigos? Dilma,Lopes,Maura.Talvez Leonildo atendesse,mas meu impulso é maior ,estou dominado," eu vi até Nossa Senhora" e poderia ter visto muito mais.Não poderia ?
Por outro lado o pouco que sobrou de racionalidade conspira contra.
Aprendemos com a modernidade a respeitar a privacidade.
O acelerador grita a língua do nó preso que asfixia.
Nós siameses na busca do acidente que paralise o momento.
Minha totalidade se apresenta:Um suicida corajoso entrelaçado ao medo de viver. Que o binômio cesse!!!.
Parte de mim sufoca e acelera , parte de mim respira e breca .
CRASHHHHHHHHHH
DESPEDACEI
Despedacei.
Despedacei
Mas certas horas.
O dispenso.
Toda incoerência e contradição já instaladas na cabeça.A língua enrolada,latas de cervejas cercam os móveis da casa.Tateio.As luzes não me bastam.
Não consigo distinguir latinhas limpas,das mijadas.Não sei mais os conteúdos,nenhuma cheia,nenhuma vazia,não arrisco um novo gole.Bêbado sim,indefeso ainda não.Gatinho e busco a cozinha, me ergo.Bambeando me equilibro.Mãos,ombros,o corpo gordo resvalando na parede ,na mesa ,nas cadeiras.Abro a porta branca da geladeira.NADA.Olho o freezer.VAZIO.
O desejo melancólico por mais uns goles de álcool é o que me sustenta.Toma conta de meu todo,que se funde,em tristeza,euforia,desespero,ilusões,mágoas,coragem e insensatez.Ciência e religião se entrelaçam.O instinto de preservação se ajoelha e suplica a N.Sra. de Lourdes para que me contenha e me encaminhe a cama protetora.
No entanto em meu devaneio ela sorri marotamente, e com as mãos santas me indica o caminho da rua.
Consentido apanho as chaves.Aperto o chaveiro entre os dedos até uma gota de sangue brotar .O suor jorra pela testa,a barriga inchada,o rosto vermelho,os olhos saltando pelas janelas.Agora só sei prosseguir.
A cidade me chama,a carteira aperta o bolso,que aperta a perna,que aperta a veia que aperta o peito, que aperta o indizível. A calça respingada pela urina secará lentamente, mas deixará o rastro do odor fétido.
Fecho a porta, mais dois passos o elevador,depois a garagem,o carro,o acelerador e as marchas que irão arranhar.Mais um cidadão honesto,trabalhador e fora da lei, à solta pelas ruas da cidade.
O que o alcool não faz ?
Quem guia a direção deste carro? Nem Jesus,nem Satanás.São vestígios de meus reflexos ,excesso de adrenalina e principalmente a insanidade voluptuosa cuidam desta atividade motora.Acelerar,acelerar,acelerar ... Lembro num relance de "Adhemar (FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA) de Barros" que meu pai em campanha eleitoral votava todo orgulhoso.Votava e bebia ,e bebia muito.
É madrugada de domingo para segunda-feira. Não existe pior hora e dia da semana para estar drogado.Os faróis ofuscam.Mas pra que ver ? Os sentidos me levam ou me abandonam ao próprio azar. A noção de velocidade já foi pras cucuias. Maltrato a cidade que tenta dormir com seus ouvidos cansados.
Poderia gritar por socorro ,alguém se incomodaria ? Talvez sim , talvez não. Beber é viver a contrariedade e a dialética na maior das proporções. Tudo que me afirmarem negarei, ou supostamente aceitarei o discurso, com um abraço apertado,para logo dizer ..." Amigo não é bem assim !"
Tenho alguns amigos? Dilma,Lopes,Maura.Talvez Leonildo atendesse,mas meu impulso é maior ,estou dominado," eu vi até Nossa Senhora" e poderia ter visto muito mais.Não poderia ?
Por outro lado o pouco que sobrou de racionalidade conspira contra.
Aprendemos com a modernidade a respeitar a privacidade.
O acelerador grita a língua do nó preso que asfixia.
Nós siameses na busca do acidente que paralise o momento.
Minha totalidade se apresenta:Um suicida corajoso entrelaçado ao medo de viver. Que o binômio cesse!!!.
Parte de mim sufoca e acelera , parte de mim respira e breca .
CRASHHHHHHHHHH
DESPEDACEI
Despedacei.
Despedacei
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Arnaldo
HOMEM EXIGENTE DIVIDE APARTAMENTO
Zonzo caminho entre latas de cervejas,pratos sujos,restos de domingo.A louça extravasa a cuba da pia da cozinha, tudo deve estar fedendo.O nariz é limpo, respira bem,mas quando se trata de odores – FALHA.Vim perdendo este sentido no decorrer dos quase 60 anos de idade.Nesta ultima década a situação se agravou,”esqueço “ o gás do fogão aberto inúmeras vezes e este preenche o apartamento.Amigos ou não me avisam do quanto isto pode ser perigoso.Memória fraca...Olfato fraco ...Vida cambaleante.
Tenho poucos vizinhos,Elza a loira dona do gato Wilson,do apartamento 42 já me socorreu duas vezes.Pelo olhar fizemos um pacto : Ela me avisa do gás aberto e eu não reclamo do cheiro do gato.Dona Elza me preserva e eu preservo o pequeno Wilson .Quando discutido nas enfadonhas assembléias do condomínio –“ o tal cheiro do gato”,discordo ,e assino em ata.
“O gato Wilson é bem cuidado,não cheira e tem direito à vida juntamente com sua dona. Assinado Arnaldo Francisco Albuquerque ,apto 44 “.
Fortaleço minha vizinha e minha própria vida ,crio pequenas inimizades ,que pouco me importam .Não sei quem é Elza.Somos assim ,bom dia , boa tarde , boa noite , um sorriso às vezes...
Os cheiros desagradáveis e agradáveis colados na memória,mas o cheiro dos gatos, engraçado , esqueci ...
Para onde vão os cheiros,quando já não os sentimos mais ?Por mais que me esforce tudo é vago e saudoso.Onde foi parar este sentido ,com o envelhecimento de meu corpo e minha alma ? Muitos dizem:Que alma não envelhece,mas isto é apenas uma frase de efeito ,produzida para menores de 50 anos.Minha alma sente falta do perfume do café fresco.
E esta alma quase chora ao pensar nos vestígios aromáticos dos hormônios do colo de minha da mãe,da mulher após o amor,da bochecha dos bebês,das flores,dos pelos sujos de terra limpa , impregnada no corpo de meu cachorro , o pequeno Aladim que há tanto se foi. Na embalagem dos chocolates,percebia as essências das meninas.
Saudade...Saudade tanta daquelas que não nos largam quando o sono não vem ... Quem quiser morar comigo faz-se claro saber.Ame os animais ,todos, dos cachorros aos répteis.Goste de boa música.Chico Buarque serve como roteiro.Cinema Europeu , Nacional , e Argentino é claro. Imprescindível que possa transmitir em palavras ou gestos alguns cheiros agradáveis,que seja solidário,tipo dinossauro de esquerda , e mais que tudo tenha um bom nariz ,como enófilos quando a matéria é o vinho ,mas para própria segurança tenha cuidado,mas muito cuidado mesmo ,COM OS BOTÕES DO FOGÃO ...
Zonzo caminho entre latas de cervejas,pratos sujos,restos de domingo.A louça extravasa a cuba da pia da cozinha, tudo deve estar fedendo.O nariz é limpo, respira bem,mas quando se trata de odores – FALHA.Vim perdendo este sentido no decorrer dos quase 60 anos de idade.Nesta ultima década a situação se agravou,”esqueço “ o gás do fogão aberto inúmeras vezes e este preenche o apartamento.Amigos ou não me avisam do quanto isto pode ser perigoso.Memória fraca...Olfato fraco ...Vida cambaleante.
Tenho poucos vizinhos,Elza a loira dona do gato Wilson,do apartamento 42 já me socorreu duas vezes.Pelo olhar fizemos um pacto : Ela me avisa do gás aberto e eu não reclamo do cheiro do gato.Dona Elza me preserva e eu preservo o pequeno Wilson .Quando discutido nas enfadonhas assembléias do condomínio –“ o tal cheiro do gato”,discordo ,e assino em ata.
“O gato Wilson é bem cuidado,não cheira e tem direito à vida juntamente com sua dona. Assinado Arnaldo Francisco Albuquerque ,apto 44 “.
Fortaleço minha vizinha e minha própria vida ,crio pequenas inimizades ,que pouco me importam .Não sei quem é Elza.Somos assim ,bom dia , boa tarde , boa noite , um sorriso às vezes...
Os cheiros desagradáveis e agradáveis colados na memória,mas o cheiro dos gatos, engraçado , esqueci ...
Para onde vão os cheiros,quando já não os sentimos mais ?Por mais que me esforce tudo é vago e saudoso.Onde foi parar este sentido ,com o envelhecimento de meu corpo e minha alma ? Muitos dizem:Que alma não envelhece,mas isto é apenas uma frase de efeito ,produzida para menores de 50 anos.Minha alma sente falta do perfume do café fresco.
E esta alma quase chora ao pensar nos vestígios aromáticos dos hormônios do colo de minha da mãe,da mulher após o amor,da bochecha dos bebês,das flores,dos pelos sujos de terra limpa , impregnada no corpo de meu cachorro , o pequeno Aladim que há tanto se foi. Na embalagem dos chocolates,percebia as essências das meninas.
Saudade...Saudade tanta daquelas que não nos largam quando o sono não vem ... Quem quiser morar comigo faz-se claro saber.Ame os animais ,todos, dos cachorros aos répteis.Goste de boa música.Chico Buarque serve como roteiro.Cinema Europeu , Nacional , e Argentino é claro. Imprescindível que possa transmitir em palavras ou gestos alguns cheiros agradáveis,que seja solidário,tipo dinossauro de esquerda , e mais que tudo tenha um bom nariz ,como enófilos quando a matéria é o vinho ,mas para própria segurança tenha cuidado,mas muito cuidado mesmo ,COM OS BOTÕES DO FOGÃO ...
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Conselhos de Arnaldo
Nego o título , mas suspeito . Perdi minhas chaves, abro mãos , reviro nos bolsos , volto ao balcão do boteco , pergunto ao garçon , pura teimosia ,PERDI AS MALDITAS
A vista enevoada , a garoa ,um vazio enorme no coração encharcado de vinho .Sabe aqueles vazios de não se saber quem !!!!?.Voltar ao apartamento ? Pedir pra São Longuinho ? O carro que fique? Multa na certa , logo, logo, amanhece .
Pagar o táxi ? Socar a porta , acordar vizinhos ?.NÃO
Um chaveiro 24 horas , isto se faz necessário , aí sim com a boca agora aberta poderia sussurrar , falar , ou até gritar .NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA . Você aí que me lê , numa hora dessas, conhece algum chaveiro não muito caro , 24 horas ,chaveando ou chavecando ? Com um telefone básico . e se puder ligar a cobrar melhor . O celular pra variar perdeu seus créditos. O cartão de telefônico público sobrou . Alguém aí me passe o número do Senhor das chaves ?.
A vista enevoada , a garoa ,um vazio enorme no coração encharcado de vinho .Sabe aqueles vazios de não se saber quem !!!!?.Voltar ao apartamento ? Pedir pra São Longuinho ? O carro que fique? Multa na certa , logo, logo, amanhece .
Pagar o táxi ? Socar a porta , acordar vizinhos ?.NÃO
Um chaveiro 24 horas , isto se faz necessário , aí sim com a boca agora aberta poderia sussurrar , falar , ou até gritar .NADA SE PERDE TUDO SE TRANSFORMA . Você aí que me lê , numa hora dessas, conhece algum chaveiro não muito caro , 24 horas ,chaveando ou chavecando ? Com um telefone básico . e se puder ligar a cobrar melhor . O celular pra variar perdeu seus créditos. O cartão de telefônico público sobrou . Alguém aí me passe o número do Senhor das chaves ?.
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